segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Pinhalzinho: uma breve história da empresa Clarice Eletrodomésticos

Em dezembro de 2012 ministrei uma disciplina no MBA Geração e Gestão de Negócios Internacionais do câmpus de Chapecó da UNOESC. Fazia parte daquela turma Sérgio Luiz Matte,  executivo da Clarice Eletrodomésticos e membro da família proprietária da empresa. O privilégio de conhecê-lo me inspirou a dedicar este espaço à história desta importante empresa do município de Pinhalzinho.


Os primeiros tempos da Clarice Eletrodomésticos

     A viagem aos primórdios da empresa Clarice Eletrodomésticos nos leva inicialmente à Vila São João, situada no município de São Carlos/SC. Lá, em 14/09/1960, foi fundada pelo casal Ireno José e Clarice Matte, a empresa Ireno José Matte e Cia. Ltda., uma pequena funilaria na qual eram fabricadas bacias, baldes, tachos, latas, telas para cercas, chuveiros de campana e chaminés da fogões a lenha.
     Alguns anos mais tarde, em 12/06/1966, a família Matte muda seu domicílio para Pinhalzinho, para onde transfere a sede da sua empresa. Além da funilaria, a empresa passa a se dedicar também à reforma de fogões a lenha.
     A diversificação de atividades continuou e em março de 1970 teve início a fabricação de peças e a montagem de fogões a lenha. Ao optar por uma marca para este novo produto, Ireno José Matte decide homenagear a esposa, Clarice Matte, e coloca seu nome já nos primeiros fogões fabricados. Nascia, assim, a marca Clarice.
     Uma década mais tarde, em 19/10/1980, nascia em Pinhalzinho, na localidade de Salto Santa Terezinha, com uma área construída de 900 m2, uma segunda empresa: a UDESCA - Usina de Esmaltados Clarice Ltda. Cinco anos mais tarde, com a marca já consolidada e a qualidade dos produtos conhecida em todo o sul do país e nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, amplia-se a linha de produtos com o lançamento de fogões a gás e fogões semi-industriais.
     O mês de agosto de 1991 foi marcado pelo desenvolvimento e lançamento no mercado de um produto inédito: o fogão a gás com Chapa No. 0, batizado como Fogão Gabine. Idêntico ao fogão a lenha, foi desenvolvido para utilizar, porém, como fonte de calor, ao invés da tradicional lenha, o gás GLP. Por esta razão ficou conhecido também como Fogão Ecológico.
     O aumento da participação da empresa no mercado levou à necessidade de ampliação de seu parque fabril, em 1997, dos então existentes 1.500 m2 para 3.000 m2. Assim, em setembro de 1998 a empresa já oferecia ao mercado toda sua linha de fogões a gás de quatro e seus queimadores. 
     Nova ampliação se deu em maio de 2001, com a entrada em operação da Unidade II, para concentrar a produção de todas peças necessárias à montagem dos fogões. O contínuo sucesso da empresa junto ao mercado levou a novos investimentos, o que fez com que a empresa transferisse suas instalações para uma área no Distrito Industrial Leste, às margens do km 575 da BR-282. Os 10.000 m2 de área construída naquele local permitem a produção de 2.000 fogões/dia.
     Marco da evolução da empresa quanto à diversificação de seus produtos aconteceu no ano de 2011. Até então conhecida como Fogões Clarice, passou a ser denominada Clarice Eletrodomésticos, um nome mais adequado à realidade da empresa, haja vista oferecer novas opções de compra ao consumidor em seu mix de produtos. como condicionadores de ar e lavadoras de roupas. O sucesso da empresa se deve à sua coragem e ousadia, sempre buscando novas alternativas para a satisfação e o suprimento das necessidades de seus clientes e colaboradores.
     Hoje a família Clarice se sente lisonjeada por seu grande quadro de colaboradores, orgulhoso do trabalho que realiza e responsável pela produção de mais de 10.000 fogões/mês, dos quais cerca de 70% são destinadas ao mercado doméstico, estando presente em todos os estados da federação. O restante da produção é destinado ao mercado externo e tem como principais destinos países das Américas do Sul e Central, da África e do Oriente Médio.
     A qualidade e a evolução dos produtos fabricados atualmente são resultados conquistados ao longo dos 54 anos de existência da empresa, que a cada dia moderniza seus produtos, ajustando-os às tendências atuais de design, funcionalidade e alta tecnologia.

Fonte e imagens: www.clarice.com.br
     

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Canoinhas: Almanak Laemmert - 1918 - Parte III: Commercio, industria e profissoes

Esta postagem encerra a reprodução de dados referentes ao município de Canoinhas encontrados no Almanak Laemmert de 1918. Referem-se à vida econômica do município e fornecem interessantes sobre o passado do município e a genealogia das famílias canoinhenses. Como nas postagens anteriores, mantivemos o texto em sua grafia original.


Hotel Ritzmann - Canoinhas/SC - sem data

Commercio, industria e profissões

Agrimensor: Rundolpho Wolff Filho
Alfaiate: Guilherme Pfan.
Barbeiros: José Bonifácio da Cunha e Pedro Bonifácio da Cunha.
Cerveja (Fabrica de): Guilherme Pfan.
Ferreiros: João Hartmann e Rudolpho Kpnops.
Hoteis: Emma Romais, Francisco Cubas e Otto Knitzel.
Olaria: Pedro Nicolau Werner.
Padarias: João Franck e Otto Kohler.
Pharmacia e pharmaceutico: Guilherme Hasse.
Sellarias e arreios: João Wordel e Max Schindler.
Serraria: Adolpho Badnig.

Agricultores e lavradores

Antonio Carlos Stefanes, Antonio Lopes de Abreu, Avelino Cardoso, Cypriano Rodrigues de Almeida, Domingos de Oliveira Lemos, Domingos Bottini, Ernesto Rupp, Firmino Carlos Stefanes, Firmino Antunes de Souza, Manoel Alves Ribas, Messias Thibes Gonçalves, Messias Thibes, Napoleão Lopes de Souza, Pedro Carlos Stephanes, Salvador Bottini, Sebastião Cassiano da Silva, Victor Thibes Gonçalves, Virgilio Antunes de Souza e Vidal Thibes.

Criadores

Francisco Rodrigues Almeida, Antonio Lopes de Abreu, Avelino Cardoso França, Cypriano Rodrigues de Almeida, Domingos Botteni, Ernesto Rupp, Firmino Antunes de Souza, João Alves Ribas, Francisco Cardoso França, João Thibo Gonçalves, Salvador Bottini, Virgilio Antunes de Souza e Vidal Thibes.

Capitalistas

D. Antonia C. Fagundes, Francisco Cardoso França, Augusto Cardoso Stefanes, Domingos Botteni, Francisco Rodrigues Almeida, Francisco Blasi, João Carlos Stefanes e Virgilio Antunes de Souza.

Fonte: Almanak Laemmert - 74° Anno - 2° Volume - Estados - 1918 - p. 4197.
Imagem: www.facebook.com.br - Perfil de Fátima Santos - Álbum 'Minha Canoinhas de Antigamente'.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Canoinhas: Almanak Laemmert - 1918 - Parte II: Repartições e serviços federaes

Esta é a segunda parte da reprodução das informações sobre Canoinhas contidas no Almanak Laemmert de 1918. São informações dos primeiros anos após o término da Guerra do Contestado, reproduzidas segundo a grafia original da época.


Canoinhas/SC - sem data


Repartições e serviços federaes

Collectoria federal:
     Collector: Brasilino Vicente Ferreira.
     Escrivão: João da Silva Trindade.

Telegrapho:
     Telegraphista: Alfredo Gomes.

Correio:
     Agente: Pedro Luiz Pereira.
     Estafetas: Hercules Neves e M. Rodrigues Machado.
     
Justiça federal:
     Supplentes do juiz seccional: Rudolpho Wolff Filho, Augusto de Almeida Mello e Victor Fernandes de
                                                 Souza.
     Ajudante do procurador da Republica: Virgilio Carlos Marcondes.

Guarda nacional:
     Commandante: Coronel, Manoel Thomaz Vieira.
     Tenente-coronel: Milito da Cunha Barreto.
     Major: Hugo Ramos

Administração municipal:
     Superintendente: Manoel Thomaz Vieira.
     Substituto: Avelino Rosa dos Santos.
     Secretario: Virgilio Carlos Marcondes.

Conselho municipal:
     Presidente: Rundolpho Wolff Filho.
     Vice-presidente: Adolpho Badning.
     Secretario: Manoel de Freitas Trancoso.
     Vereadores: Clementino Thomaz Vieira e Theodoro Andrade.
     Procurador e thesoureiro: Augusto de Almeida Mello.
     Fiscal: Mauricio Mello.

Administração judiciaria:
     Juiz da comarca: Dr. Antonio S. de Campos.
     Promotor: Dr. Mario Carrilho.
     Adjunto: Hortencio Baptista dos Santos.
     Juizes de paz: João Vicente Ferreira e Pedro Pereira Ramos.
     Escrivães e tabelliães: Bento de Oliveira Sobrinho e Domingos Rocha.
     Official de justiça: Daniel Francisco da Rosa.

Administração policial:
     Delegado: Sinesio José de Bessa.
     Subdelegado: Joaquim Borges de Lima.

Instrucção publica:
     Inspector escolar: Virgilio Carlos Marcondes.
     Professores: José Francisco de Oliveira e Maria Eugenia de Oliveira.
    
Collectoria estadoal:
     Collector: Alberto Crocoroca Treyesleben.
     Escrivão: João Alfredo de Souza.
     Guarda: Eustaquio Alfonso Moreira.

Religião:
     Vigario: Menandro Kamps, padre.
          
     Fonte: Almanak Laemmert - 74° Anno - 2° Volume - Estados - 1918 - p. 4197.
Imagem: www.facebook.com.br - perfil de Fátima Santos - Álbum 'Minha Canoinhas de Antigamente'.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Canoinhas: Almanak Laemmert - 1918 - Parte I: aspectos gerais

Reproduzimos a seguir a primeira parte das informações sobre Canoinhas contidas no Almanak Laemmert de 1918. São informações interessantes, dos primeiros anos após o término da Guerra do Contestado. A exemplo de postagens feitas sobre outros municípios a partir da mesma fonte, optamos por manter a grafia original da época.


Rua Coronel Albuquerque - década de 1930

CANOINHAS - Comarca, municipio e villa


O municipio foi criado em 1912 e elevado a comarca em 1913.

Districtos: Canoinhas, Villa Nova do Timbó, Colonia, Vieira e Anta Gorda.

Viação: E. de F. Brasil Railway Company, Ramal de Rio Negro e Anta Gorda. Estradas de rodagem para
     a estação da estrada de ferro e para as sédes dos districtos. Fluvial pelo Rio Negro por embarcações de
     pequeno callado.

Serras: Vieiras, Casimira, Tamanduá, Tacanica, Chatas, Mortes, Preta, Lucindo e Pires.

Rios: Canoinhas e Timbó.

Riachos: Piedade, Paciencia, Bonito, Pacienciasinha, Novo, Preto, Serra e Tamanduá.

Clima e Salubridade: Regular.

Povoados: Rio Claro, Serra do Lucindo e estação de Canoinhas.

Nucleos coloniaes: Agua Verde, Vieira, Pulador e Lagôa.

Culturas: Milho, feijão e batatas.

Industrias: Herva matte e madeiras.

Flóra: Pinheiro, jacarandá, pindauba, etc.

Fauna: Anta, veado, tateto, porco do matto.

Exportação: Herva matte, feijão e milho.

População: 3.000 habitantes

CANOINHAS. - Villa, séde do municipio e da comarca, assolada pela revolução dos fanaticos, tem
     actualmente 500 habitantes, dista da capital do Estado 500 kilometros e está situada a cêrca de 800
     metros de altitude.

Cinema.

Imprensa: imparcial.

     
Fonte: Almanak Laemmert - 74° Anno - 2° Volume - Estados - 1918 - p. 4197.
Imagem: www.facebook.com.br - perfil de Fátima Santos - Álbum 'Minha Canoinhas de Antigamente'.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Chapecó: "Rádio Chapecó - a pioneira do oeste catarinense"

O extinto jornal A Nação, de Blumenau/SC, pertencente aos Diários Associados e Santa Catarina, publicou em sua edição de 01/08/1973, um pequeno anúncio publicitário da Rádio Chapecó que, segundo o qual, à época contava 20 anos de existência - como veremos adiante, já eram 25. No site da Rádio Chapecó AM 1330 encontramos mais informações sobre a história da emissora, as quais reproduzimos a seguir.


Anúncio do jornal A Nação

     "Pioneira na região oeste de Santa Catarina, em 1948 a cidade de Chapecó recebe a sua primeira emissora, a Rádio Sociedade Oeste Catarinense Ltda. Foi a 16ª a ser instalada no Estado. O surgimento da emissora é assim narrado por Ricardo Medeiros e Lúcia Helena Vieira: "Constituída em 13/04/1948, a Rádio Chapecó só foi registrada na Junta Comercial em 19/08 do mesmo ano, tendo como sócios fundadores Vicente de Paula Cunha, Jacinto Manoel da Cunha, Protógenes Vieira, Raul José de Campos e Serafim Eno Bertaso. A autorização para instalação da emissora veio pela Portaria N° 867, assinada em 11/10/1948, com publicação no Diário Oficial da União na semana seguinte".
     Dava-se assim o início de uma nova era na região oeste catarinense, a era da radiodifusão. A instalação de uma emissora de rádio na cidade de Chapecó possibilitou à população local o contato com as notícias e fatos que ocorriam em nível nacional e local. O início das operações deu-se em 23/10/1948, com potência inicial de 100 Watts, prefixo ZYX-5 e frequência de 1550 kHz. Em 21/09/1950, pela Portaria N° 901, a emissora passou para 250 Watts. Sete anos depois, a Rádio Chapecó já funcionava com um transmissor Telefunken de 1000 Watts, conforme o Decreto N° 42739, ainda em posse da emissora. A autorização para a nova mudança de frequência, desta vez para 1340 kHz, foi concedida em 09/09/1959.
     Com as transformações urbano-estruturais que aconteciam na cidade de Chapecó no início dos anos de 1950, o surto "desenvolvimentista" possibilitou a construção de novos valores, novas demandas, o que não desviou a Rádio Chapecó da vocação especial pela cobertura jornalística, com ênfase nos programas esportivos. O radio-teatro foi deixado de lado por falta de produção adequada. Campanhas de alfabetização de adultos, o asfaltamento da BR-282 e a implantação de cursos superiores na cidade consagraram a emissora, que respaldava a voz da comunidade chapecoense.
     Entre os profissionais que atuaram na Rádio Chapecó estão Nilo Nidgar Vink, Antônio Machado, Ivanor Vanzim, Nélson Brasil, Ivo Patussi, Antônio Ibrahim Simão, Rogério Vink, Seno Moesch, Celso Nunes Moura, Amílton Martins Lisboa, Welcy D'Avila Canals, Arlindo Sander, Romeu Roque Hartmann e Paulo Antônio Bohner.
     Como patrocinadores, acompanharam a história da radio-difusora as empresas Bertaso Pasqualli S/A, Frigorífico Marafon, Frigorífico Chapecó, Força e Luz de Chapecó S/A, Irmãos Sperandio S/A, Morandini de Marco S/A, Casa do Povo, Cooperativa Madeireira Alto Uruguai Ltda, Dorval Cansiam e Irmãos, Casas Vitória, Automóveis e Máquinas S/A, Moinho Santo Antônio, Clínica Nossa Senhora de Lourdes.
     Em 04/11/1969 houve a transferência dos estúdios da Avenida Getúlio Vargas N° 791 para a Rua Marechal Floriano Peixoto N° 161, Edifício Francisco Norberto Bohner, onde funciona até hoje, conforme depoimento de Amilton Martins em 08/05/1999."
     Considerável parte do acima exposto a rádio extraiu em 22/12/2008 de texto publicado em 06/07/2005 pelo radialista e publicitário Antunes Severo, sócio-fundador do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia, no site www.sulradio.com.br.

Sede da Rádio Chapecó AM 1330

     O site da rádio destaca ainda a seguinte cronologia de fatos que marcaram a história da Rádio Chapecó:
     - 12/04/1948: constituição da Sociedade;
     - 19/08/1948: registro do Contrato Social na Junta Comercial do Estado de Santa Catarina;
     - 11/10/1948: a Portaria N° 867 da Comissão Técnica de Radiodifusão (Dentel/Anatel) autoriza o
                           funcionamento da primeira emissora do Oeste Catarinense;
     - 19/10/1948: publicação no Diário Oficial da União autorizando a instalação;
     - 23/10/1948: fundação da Rádio Chapecó e início das operações;
     - 21/09/1950: a Portaria N° 901 autoriza o aumento de potência para 250 Watts;
     - ..../11/1953: adquirindo a maioria das quotas capital, Francisco Norberto Bohner assume a direção
                           geral;
     - 04/12/1957: o Decreto 42739 autoriza o aumento de potência para 1000 Watts através da aquisição 
                           de um novo transmissor;
     - 09/09/1959: a Portaria N° 391 autoriza a mudança de frequência de 1550 ara 1549 kHz;
     - 04/11/1969: mudança dos estúdios da Avenida Getúlio Vargas n° 791 para o atual endereço na Rua
                           Marechal Floriano Peixoto n° 161-0.
     - 04/11/1971: mudança de prefixo para ZYH-234.
     - 24/03/1972: um acidente automobilístico tira a vida de Francisco Norberto Bohner. A partir desta
                           data assume a direção geral José Francisco Müller Bohner.
     - 04/11/1974: o Decreto N° 74996 autorizou o aumento de potência para 5000 Watts, com necessida-
                           de de novo transmissor.
     - ..../09/1975: conforme o Plano Nacional de Telecomunicações, houve alteração de frequência e prefi-
                           xo: ZYJ-749, 1330 kHz com 5000 Watts de potência;
     - ..../..../2005: aumento de potência de 5000 Watts para 10000 Watts. Instalação de moderno transmis-
                           sor transistorizado;
     - ..../02/2007: criação do site www.radiochapeco.com.br na rede mundial de computadores, com gera-
                           ção de áudio via internet em tempo real.

Fontes: www.radiochapeco.com.br + www.sulradio.com.br.
Imagem: Jornal A Nação - 01/08/1973 - p. 2 + www.tudoradio.com

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Joaçaba: 56 anos de emancipação política - 1973

Em 25/08/1973 o Jornal de Santa Catarina publicou, sob o título "Joaçaba aniversaria fazendo planejamento", breve matéria alusiva aos 56 anos de emancipação política do município. Segue a reprodução da matéria em questão. Observará o leitor que permeiam o texto, que já contabiliza quase 40 anos desde sua publicação, conceitos ligados ao desenvolvimento regional e à preservação ambiental, que normalmente se crê serem de origem mais recente.


Joaçaba está completando hoje 56 anos de emancipação política.

     JOAÇABA, 25 - Em homenagem ao 56° aniversário de emancipação política de Joaçaba, que se comemora hoje, o Prefeito Raul Furlan enviou projeto à Câmara de Vereadores que trata da celebração de convênio com o Município de Herval d'Oeste, visando à contratação de serviços técnicos de planejamento necessários à elaboração do Plano de Desenvolvimento de Joaçaba e Herval d'Oeste. O projeto mereceu a atenção especial da Casa, sendo aprovado por unanimidade.
        O processo de desenvolvimento por que passa o município joaçabense, como também a realidade do asfalto das estradas BR-282 e BR-153, fazem com que a atual administração municipal procure novos horizontes dentro da tecnologia e, consequentemente, novos sistemas de planejamento urbano. Por sua vez, o Prefeito Raul Furlan está com sua atenção voltada para a meta de desenvolvimento regional, razão pela qual enviou o já citado projeto à Câmara Municipal de Vereadores.
     O prefeito de Joaçaba, por outro lado, afirmou que o município-escola do Serfhau* deu outra concepção à administração oferecendo conceitos justos dentro das atuais possibilidades técnicas e científicas do município. Assim, cuida o projeto agora aprovado da autorização de convênio com Herval d'Oeste em razão da identidade de problemas comuns. Diante do fato, torna-se necessário haver um trabalho racional e em conjunto, atendendo ao Plano de Desenvolvimento dos dois municípios.
     O Pro-Carta será o ponto de referência para o Plano Diretor Urbano, determinando a ocupação física das áreas urbanas e suburbanas e suas decorrências como zoneamentos de áreas industriais, comerciais, residenciais, classificação de logradouros públicos e conservação da natureza. Para esse empreendimento será feito financiamento junto ao próprio Serfhau em cerca de 80 por cento do custo total do projeto, oferecendo-se como garantias as quotas do ICM. Dois terços desse empenho serão da responsabilidade de Joaçaba.
     No entender do Prefeito Raul Furlan, o projeto representa um instrumento altamente expressivo para a região e uma demonstração clara e evidente da administração no terreno do desenvolvimento, evitando, por outro lado, qualquer exploração de ordem política.

* Serviço Federal de Habitação e Urbanismo, primeiro órgão federal voltado ao planejamento urbano, foi criado em agosto de 1964, cf. www.anpur.org.br.

Fonte e imagem: Jornal de Santa Catarina, 25/08/1973, p. 4


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Campos Novos: Almanak Laemmert - 1918 - Parte III: comércio, indústria e profissões

Encerrando a reprodução de dados referentes ao município de Campos Novos encontrados no Almanak Laemmert de 1918, seguem dados referentes à vida econômica do município. Além de fornecer informações interessantes sobre o passado do município, os nomes mencionados também podem ser úteis no contexto do estudo da genealogia das famílias campos-novenses. Como nas postagens anteriores, mantivemos o texto em sua grafia original.


Quatro pinheiros (araucárias) no município de Campos Novos - 1959

Commercio, industria e profissões

Açougues: Adolpho Bess e Amantino Luiz de Andrade.
Alfaiates: Henrique Castellano e Jacob Schmidt.
Architecto: Ricardo Varonezi.
Armarinho, fazendas, seccos e molhados, etc: Amantino Antunes de Souza, Antonio Gonçalves de
     Meira, Bernardino Gonçalves Macedo, Carmine Zaccoli, Chaves & Irmão, Francisco Athanasio,
     Francisco Blasi, Ignacio Antunes e Souza, João Alves de Deus, João Carlos Stefani, Julio Antunes de
     Souza, Leandro Thibas Herval, Luiz Giorno, Matheus A. de Souza, Pedro Godoy & Cia., Pereira &
     Irmão, Sergio Peres Perianes, Virgilio Urbano de Moraes e Zeferino Candido Bittencourt.
Barbeiros: Athanagildo Pinto de Andrade e Manoel Pereira dos Santos.
Bilhares: Casimiro Tisiani & Irmão e Julio Antunes de Souza.
Carpinteiros e marceneiros: José Trevisani, Ramon Rodrigues e Rodolpho Gardini.
Cerveja (Fabrica de): Pedro Toaldo.
Cocheiras: Alberto Tesk, Ernesto Pedroso e Luiz Balvedi.
Cortumes: Antonio Bessa, Francisco Marção e Luiz Bevedi.
Dentista: Luiz Homos.
Engenheiros: Carlos Condor, Carlos van Stael Holstein e Lauro Rupp.
Ferreiros: Bruno Basco, Luiz Menegotto e Victorio Barrat.
Funileiro: Guilherme Menegotto.
Hotel: Julio Antunes de Souza.
Licores, gazosas e xaropes (Fabricas de): Pedro Teixeira Brasil e Pedro Toaldo.
Medico: Dr. Arnaldo Boeni.
Modista: Orminda Mattos.
Olaria: Ricardo Veronesi.
Padarias: Dorothêa Tesk e Elza Weimar.
Pedreiro: Celso Veronesi.
Pensão: Ernesto Pedroso.
Pharmacias e pharmaceuticos: Dr. Antonio Boeni e Domingos Bottini.
Salsicharias: Casimiro Tisian e José Ortigari.
Sapateiros: João Palermo, João Jacques e Luiz Balvedi.
Sellarias e arreios: Antonio Bess, Francisco Marção e Luiz Balvedi.
Serraria: José de Carli.

Agricultores e lavradores

Antonio Carlos Stephanes, Antonio Reysel, Ernesto Rupp, Firmino Carlos Stephanes, Laurentino de Campos, Leonidas Rupp, Pedro Carlos Stephanes, Pedro Reysel, Polydoro G. de Campos e Valencio Fagundes.

Criadores

Ambrosio de Almeida, Candido Baptista Maciel, Cypriano Rodrigues de Almeida, Domingos Bottini, Domingos de Oliveira Lemos, F. Antunes de Souza, Francisco Alves Fagundes, Francisco Ferreira de Almeida, Francisco Ferreira da Silva, João Gonçalves, Joaquim Antunes de Souza, Justiniano Paz de Almeida, Lazaro Ferreira dos Santos, Leonel Antunes de Souza, Manoel Alves Ribas, Manoel Antunes de Souza, Messias Gonçalves, Salvador Bottini, Theophilo G. Cordeiro, Tobias Alves Fagundes e Virgilio Antunes de Souza. (Veja outros em Agricultores).

Capitalistas

Antonio Carlos Fagundes, Appolinarios Tihbes, Augusto Carlos Stephanes, Francisco Athanasio, Francisco Blasé, Francisco Cardoso França, João Carlos Stephanes e Virgilio Antunes de Souza.

Fonte: Almanak Laemmert - 74° Anno - 2° Volume - Estados - 1918 - p. 4196-7.
Imagem: Pedro Pinchas Geiger e Tibor Jablonsky - disponível em www.biblioteca.ibge.gov.br