terça-feira, 11 de abril de 2017

Oeste: Falecimento de Valdemar Werner - março de 2015

Em 10 de março de 2015 o Jornal de Santa Catarina noticiou o falecimento, em Blumenau, de Valdemar Werner, oriundo do Oeste Catarinense.



Blumenau

     Foi em busca de uma vida melhor que o marceneiro Valdemar Werner deixou o oeste de Santa Catarina e se mudou com a família para Blumenau, há 35 anos. No bairro Progresso, viveu um casamento feliz por mais de 50 anos com a esposa Ivanilde Werner, com quem formou uma família numerosa: cinco filhos, 14 netos e dois bisnetos. Aposentado há 20 anos, gostava de estar em casa, sempre rodeado pelos herdeiros, mas dispensava uma boa partida de dominó.
     Werner sofreu muito há dez meses, com o falecimento da companheira de toda a vida. Com tristeza, descobriu também um enfisema pulmonar que se transformou em câncer e atingiu outros órgãos. A doença evoluiu rapidamente e ele faleceu no dia 9 de fevereiro, aos 72 anos. Foi enterrado no mesmo dia, ao lado de sua amada Ivanilde, no Cemitério do Canto do Rio, no Progresso.

Fonte: Jornal de Santa Catarina - Do Leitor - 10/03/2015 - p. 11

quarta-feira, 22 de março de 2017

Águas de Chapecó, São Carlos e Pinhalzinho: Visita do presidente estadual do PSDB - janeiro 2017

O Jornal de Santa Catarina publicou a seguinte nota referente à visita realizada por Marcos Vieira, presidente estadual do Partido da Social Democracia Brasileira a municípios do Oeste em janeiro de 2017.


2018

     Presidente estadual do PSDB, Marcos Vieira* iniciou longo roteiro de encontros nos municípios do Oeste catarinense. Participou de reuniões em Águas de Chapecó, São Carlos e Pinhalzinho tratando dos projetos dos novos prefeitos e do programa partidário para 2018. Em Pinhalzinho, que enfrentou enchente recentemente, fez contato com o governador, pedindo espaço na agenda. Na foto, o prefeito Mário Woitex (!)**, o vice, Darci Fiorini***, e os vereadores Agostinho Beleza**** e Nilson Gosch*****, que participaram das ações para recuperação do município.
*Ao telefone, 4º da eaq. para a dir.
**O sobrenome correto é Woitexen. O 1º da esq. para a dir.
***O 5º da esq. para a dir.
****Agostinho José Jung, 2º da esq. para a dir.
*****O 3º da esq. para a dir.
Nota: o nome da pessoa bem à direita não é citado no texto.

Fonte: Jornal de Santa Catarina - Coluna de Moacir Pereira - 06/01/2017 - p. 6
Imagem: Divulgação - Divulgação - Disponível em www.anoticia.clicrbs.com.br.

terça-feira, 7 de março de 2017

Timbó Grande: ação do governo pretende melhorar as condições de vida no município - junho de 2015

O município de Timbó Grande, no Planalto Norte Catarinense, faz parte do território que compreendeu a Guerra do Contestado (1912-1916) e é um dos mais pobres do Estado. Conforme mostra a reportagem do Jornal de Santa Catarina a seguir, publicada em 23/06/2015, o governo estuda formas de melhorar as condições de vida das pessoas do município.


 NA ÁREA RURAL Cidade de Timbó Grande, no Planalto Norte, está entre os seis municípios com pior Índice de Desenvolvimento Humano do Estado, apesar de avançar e sair da última colocação

     O governo de Santa Catarina promete um diagnóstico detalhado para alcançar as pessoas que vivem em condição de extrema pobreza no Estado. Com isso, quer enfrentar um problema que estaria dificultando a realização do que propôs o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), em 2012, de se tornar a primeira unidade da federação a banir a miséria do território. O recorte de renda considerado abaixo da linha da pobreza é de R$ 87, no Estado, e cerca de 126 mil famílias catarinenses ainda estão nesse universo invisível. No país, o valor calculado é de R$ 77.
     Nessa condição estão pessoas que vivem nas periferias das cidades e também na área rural, distantes das estatísticas oficiais. Uma delas, a formada por Iracema, Dirceu Canofre de Campos e seus 14 filhos, moradores de Timbó Grande.
     - Queremos saber quem é, por que chegou nesta condição, onde ele está e quais as ações do governo são necessárias fazer para que ele supere essa condição - diz Angela Albino, secretária de Estado da Assistência, Trabalho e Habitação.
     Para a secretária, trata-se de um projeto de Estado e não só de governo. Nesta batalha, a principal frente será o Programa Santa Renda, que para 2015 tem um orçamento de R$ 12 milhões, voltado a ações na área social.
     - Nós temos dois focos territoriais muito claros: a serra catarinense, que tem uma concentração grande de municípios com maior número de pessoas empobrecidas, e no entorno do município de Xanxerê, no Oeste do Estado, que tem ao redor uma região com concentração territorial muito significativa.

SITUAÇÃO DA CIDADE MELHORA, MAS NÃO É A IDEAL

     Mesmo com os investimentos prometidos, a situação econômica e social de muitos catarinenses ainda é de desvantagem.
     - Nós não gostaríamos que fosse, mas o Bolsa Família é o principal fator de melhoria da qualidade de vida do povo de Timbó Grande - avalia o prefeito Almir Fernandes (PT) com base em pequenas evoluções no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e no Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) obtidos nos últimos anos.
     No primeiro caso, o município deixou a pior colocação do Estado, ainda que permaneça entre as seis últimas envolvendo 295 municípios catarinenses. Com relação ao Ideb de 2013, Timbó Grande esteve a 1,3 da média nacional e hoje está a 0,2.
     Mas o prefeito ainda reconhece como ruim a situação do município, que diz ter assumido com uma dívida de R$ 9,6 milhões entre Fundo de Previdência e precatórios. No ano passado, houve bloqueio de contas da prefeitura, o que obrigou o parcelamento das dívidas. A determinação, explica, é manter as contas em dia para que o município não perca os convênios que resultaram na aquisição de maquinário. Os equipamentos servem para obras na cidade e melhorias nas estradas. Alguns também são disponibilizados para os agricultores, que não têm recursos para arcar com os custos de dragas e tratores. Para Almir, isso se reflete na melhora da produção agrícola.
     O prefeito também considera que iniciativas como compra de 30% dos produtos da merenda escolar direto dos pequenos agricultores ajudam a melhoria da vida das pessoas. Na cidade, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pane) atinge a 1,4 alunos. Ano passado o governo federal repassou R$ 126,8 mil para a compra de merenda em Timbó Grande. Mas a produção dos agricultores não atingiu 30% do valor repassado pela União.

Fonte: Jornal de Santa Catarina - Sua vida - 23/06/2015 - p. 19
Texto: Ângela Bastos
Imagem: Charles Guerra

segunda-feira, 6 de março de 2017

Itá: quem foi o homem que empresta o nome à Rua Alfredo Reitz

Alfredo Reitz, imigrante alemão, adotou Itá como segunda pátria. Ali trabalhou, escreveu e teve sua última morada. Dedicamos este post à preservação da sua memória.

     Alfred Reitz, no Brasil conhecido como Alfredo Reitz, nasceu em Kassel, Alemanha, em 27/09/1886, filho de Martin e Ana Catarina Reitz
     Antes da Primeira Guerra Mundial encontramo-no em Camarões, na África, onde administra uma colônia agrícola. Durante a Grande Guerra é preso e levado à Inglaterra, de onde somente retorna após o término do conflito.
     Em 20/10/1920 casou-se com Erna Margarete Neumann em Peterswalde-Schlochau, Alemanha, cidade natal da esposa, nascida em 22/10/1889, filha de Emil e Anna Neumann.
     Seguindo o exemplo de tantos compatriotas, diante da desoladora situação da Alemanha no pós-guerra, decide emigrar. Escolhe o Brasil, onde tem parentes, e é para lá que segue em novembro de 1922.
     Instala-se no arredores de Itá/SC, à época, salvo melhor julgamento, território pertencente a Joaçaba, onde inicialmente se dedica à agricultura. Posteriormente, Alfredo Reitz abre uma farmácia e também exerce as profissões de fotógrafo e redator de anúncios de propaganda em diversos jornais. Foi também escritor, tendo colaborado com diversos jornais e publicações voltadas ao público teuto-brasileiro, como o Serra-Post Kalender* e outros.


     Deixou diversos textos de interesse histórico para a Região Oeste de SC e Região do Contestado. Entre eles, pode ser citados: "Testa Branca, o tropeiro (1941)", "O enlace domiciliar - conto do ex-Contestado de Santa Catarina (1940)", "Itá e Nova Teutônia: um assentamento alemão no Alto Uruguai (1932)", "Em 1950, morador em Itá, Santa Catarina (1950)". Pelo menos um dos textos sugere que possa ter exercido a função de Juiz de Paz. Uma lista mais completa de suas obras pode ser encontrada em www.martiusstaden.org.br.
     Alfredo Reitz faleceu em sua casa, em Itá, em 03/11/1951, pouco depois de completar 65 anos, sem deixar descendentes. Uma via pública de Itá rende homenagem à sua memória. Até o momento as buscas por uma fotografia sua infelizmente resultaram infrutíferas e desconhecemos o destino do seu espólio. Sua esposa, Erna Margaretta* Neumann Reitz, faleceu no Hospital São Pedro, em Itá, em 09/04/1954, com a idade de 64 anos.

*Grafia constante do registro civil de seu óbito.

Fonte: www.martiusstaden.org.br - Profa. Dra. Celeste Ribeiro de Souza + Cartório de Itá
Imagem: www.martiusstaden.org.br

domingo, 29 de janeiro de 2017

São Miguel do Oeste: carimbo postal - 1967

Encontramos a imagem do selo que ilustra a postagem num site de compra e venda. Pode-se identificar com clareza que o selo foi carimbado em São Miguel do Oeste/SC. Seguem algumas curiosidades sobre o selo.


Selo C-256

DIA DAS MÃES - 1967

       O lançamento deste selo alusivo ao Dia das Mães, que ficou conhecido como "La Madonnina", aconteceu em 14/05/1967. No âmbito da filatelia, o mundo dos colecionadores ou filatelistas, o selo é catalogado como segue:
  • Catálogo RHM (Brasil): C-569
  • Catálogo Yvert (França): 822
  • Catálogo Scott (EUA): 1048
  • Catálogo Michel (Alemanha): 1135
     Foi lançado também um bloco comemorativo, com o mesmo motivo, que no catálogo RHM é identificado pelo código B-22. No exemplar abaixo é possível ver o carimbo comemorativo ao lançamento.

Bloco B-22
La Madonnina

     "La Madonnina" e a pintura mais conhecida de Roberto Ferruzzi (1853-1934), pintor autodidata italiano, com a qual ganhou a segunda Bienal de Veneza, em 1897. 

La Madonnina

     O objetivo de Ferruzzi foi representar a maternidade, mas devido ao sucesso da tela e da ternura que exprime, o nome da obra, originalmente "Maternità", foi trocado para "La Madonnina". Sem dúvida, um belo motivo para um selo em homenagem às mães.
     
Fontes: www.abrafite.com.br + Informativo Cariri Filatélico/Edição 5/Maio 2006 + www.wikipedia.com.br
Imagens: www.mercadolivre.com.br (Selo C-256/Bloco B-22) + www.wikipedia.com.br (La Madonnina)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Oeste e Meio Oeste Catarinense: Ano Novo com bom humor: o hábito de beber chimarrão - janeiro 2017

A colonização propriamente dita das regiões Oeste e Meio Oeste de SC se deu somente após o término da Guerra do Contestado e o fim da Questão de Limites entre PR e SC, em 1916, e a criação dos primeiros municípios catarinenses na região em 1917. Nos anos seguintes, diversas companhias de colonização atraíram para a região, entre outros grupos, inúmeras famílias do RS, principalmente descendentes de imigrantes italianos e alemães que lá haviam se estabelecido a partir de 1875, os primeiros, e de 1824, os últimos. Com eles chegou a SC o hábito gaúcho de beber chimarrão, que eu mesmo tive a oportunidade de experimentar no tempo em que trabalhei em Joaçaba e Chapecó. Para homenagear esta tradição, nada como uma pequena coleção de tiras do Radicci, o italiano mais engraçado das bandas de Caxias do Sul/RS, intitulada "Os 10 Mandamentos do Chimarrão", publicada recentemente no Jornal de Santa Catarina.





     Iotti, o autor das tiras, é Carlos Henrique Iotti, nascido em Caxias do Sul em 1964. Formou-se em Jornalismo pela UFGRS, mas não exerceu a profissão, pois optou por desenvolver, de forma autodidata, o talento de chargista e desenhista de histórias em quadrinhos. Entre outros, atuou em jornais como Diário do Sul, Folha de Hoje e Correio do Povo, e hoje se dedica ao Zero Hora e ao Jornal Pioneiro. Graças ao Grupo RBS, as tiras também chegam ao leitores de SC. Além disso, possui programas na Rádio Caxias e na Studio FM 93.5, onde vive o Radicci, personagem que criou e que representa o colono italiano que imigrou no Sul do Brasil.

Fontes:
Charges: Jornal de Santa Catarina - Anexo - 29/11 a 09/12/2016
Dados biográficos: http://www.photographia.com.br - Pesquisa em 02/01/2017

domingo, 25 de dezembro de 2016

Chapecó: homenagem de Natal à Chapecoense - dezembro 2016

Junto-me ao publicitário Cao Hering, chargista e colunista do Jornal de Santa Catarina, em sua homenagem de Natal aos familiares das vítimas da recente tragédia com o avião que levava a equipe da Chapecoense a Medellín, na Colômbia, para disputar a primeira partida da final da Copa Sulamericana. Um abraço fraterno a todos e votos de paz.



Fonte: Jornal de Santa Catarina - Opinião - 24 e 25/12/2016 - p. 15
Charge: CAO - caohering@terra.com.br