segunda-feira, 28 de julho de 2014

Chapecó: "Rádio Chapecó - a pioneira do oeste catarinense"

O extinto jornal A Nação, de Blumenau/SC, pertencente aos Diários Associados e Santa Catarina, publicou em sua edição de 01/08/1973, um pequeno anúncio publicitário da Rádio Chapecó que, segundo o qual, à época contava 20 anos de existência - como veremos adiante, já eram 25. No site da Rádio Chapecó AM 1330 encontramos mais informações sobre a história da emissora, as quais reproduzimos a seguir.


Anúncio do jornal A Nação

     "Pioneira na região oeste de Santa Catarina, em 1948 a cidade de Chapecó recebe a sua primeira emissora, a Rádio Sociedade Oeste Catarinense Ltda. Foi a 16ª a ser instalada no Estado. O surgimento da emissora é assim narrado por Ricardo Medeiros e Lúcia Helena Vieira: "Constituída em 13/04/1948, a Rádio Chapecó só foi registrada na Junta Comercial em 19/08 do mesmo ano, tendo como sócios fundadores Vicente de Paula Cunha, Jacinto Manoel da Cunha, Protógenes Vieira, Raul José de Campos e Serafim Eno Bertaso. A autorização para instalação da emissora veio pela Portaria N° 867, assinada em 11/10/1948, com publicação no Diário Oficial da União na semana seguinte".
     Dava-se assim o início de uma nova era na região oeste catarinense, a era da radiodifusão. A instalação de uma emissora de rádio na cidade de Chapecó possibilitou à população local o contato com as notícias e fatos que ocorriam em nível nacional e local. O início das operações deu-se em 23/10/1948, com potência inicial de 100 Watts, prefixo ZYX-5 e frequência de 1550 kHz. Em 21/09/1950, pela Portaria N° 901, a emissora passou para 250 Watts. Sete anos depois, a Rádio Chapecó já funcionava com um transmissor Telefunken de 1000 Watts, conforme o Decreto N° 42739, ainda em posse da emissora. A autorização para a nova mudança de frequência, desta vez para 1340 kHz, foi concedida em 09/09/1959.
     Com as transformações urbano-estruturais que aconteciam na cidade de Chapecó no início dos anos de 1950, o surto "desenvolvimentista" possibilitou a construção de novos valores, novas demandas, o que não desviou a Rádio Chapecó da vocação especial pela cobertura jornalística, com ênfase nos programas esportivos. O radio-teatro foi deixado de lado por falta de produção adequada. Campanhas de alfabetização de adultos, o asfaltamento da BR-282 e a implantação de cursos superiores na cidade consagraram a emissora, que respaldava a voz da comunidade chapecoense.
     Entre os profissionais que atuaram na Rádio Chapecó estão Nilo Nidgar Vink, Antônio Machado, Ivanor Vanzim, Nélson Brasil, Ivo Patussi, Antônio Ibrahim Simão, Rogério Vink, Seno Moesch, Celso Nunes Moura, Amílton Martins Lisboa, Welcy D'Avila Canals, Arlindo Sander, Romeu Roque Hartmann e Paulo Antônio Bohner.
     Como patrocinadores, acompanharam a história da radio-difusora as empresas Bertaso Pasqualli S/A, Frigorífico Marafon, Frigorífico Chapecó, Força e Luz de Chapecó S/A, Irmãos Sperandio S/A, Morandini de Marco S/A, Casa do Povo, Cooperativa Madeireira Alto Uruguai Ltda, Dorval Cansiam e Irmãos, Casas Vitória, Automóveis e Máquinas S/A, Moinho Santo Antônio, Clínica Nossa Senhora de Lourdes.
     Em 04/11/1969 houve a transferência dos estúdios da Avenida Getúlio Vargas N° 791 para a Rua Marechal Floriano Peixoto N° 161, Edifício Francisco Norberto Bohner, onde funciona até hoje, conforme depoimento de Amilton Martins em 08/05/1999."
     Considerável parte do acima exposto a rádio extraiu em 22/12/2008 de texto publicado em 06/07/2005 pelo radialista e publicitário Antunes Severo, sócio-fundador do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia, no site www.sulradio.com.br.

Sede da Rádio Chapecó AM 1330

     O site da rádio destaca ainda a seguinte cronologia de fatos que marcaram a história da Rádio Chapecó:
     - 12/04/1948: constituição da Sociedade;
     - 19/08/1948: registro do Contrato Social na Junta Comercial do Estado de Santa Catarina;
     - 11/10/1948: a Portaria N° 867 da Comissão Técnica de Radiodifusão (Dentel/Anatel) autoriza o
                           funcionamento da primeira emissora do Oeste Catarinense;
     - 19/10/1948: publicação no Diário Oficial da União autorizando a instalação;
     - 23/10/1948: fundação da Rádio Chapecó e início das operações;
     - 21/09/1950: a Portaria N° 901 autoriza o aumento de potência para 250 Watts;
     - ..../11/1953: adquirindo a maioria das quotas capital, Francisco Norberto Bohner assume a direção
                           geral;
     - 04/12/1957: o Decreto 42739 autoriza o aumento de potência para 1000 Watts através da aquisição 
                           de um novo transmissor;
     - 09/09/1959: a Portaria N° 391 autoriza a mudança de frequência de 1550 ara 1549 kHz;
     - 04/11/1969: mudança dos estúdios da Avenida Getúlio Vargas n° 791 para o atual endereço na Rua
                           Marechal Floriano Peixoto n° 161-0.
     - 04/11/1971: mudança de prefixo para ZYH-234.
     - 24/03/1972: um acidente automobilístico tira a vida de Francisco Norberto Bohner. A partir desta
                           data assume a direção geral José Francisco Müller Bohner.
     - 04/11/1974: o Decreto N° 74996 autorizou o aumento de potência para 5000 Watts, com necessida-
                           de de novo transmissor.
     - ..../09/1975: conforme o Plano Nacional de Telecomunicações, houve alteração de frequência e prefi-
                           xo: ZYJ-749, 1330 kHz com 5000 Watts de potência;
     - ..../..../2005: aumento de potência de 5000 Watts para 10000 Watts. Instalação de moderno transmis-
                           sor transistorizado;
     - ..../02/2007: criação do site www.radiochapeco.com.br na rede mundial de computadores, com gera-
                           ção de áudio via internet em tempo real.

Fontes: www.radiochapeco.com.br + www.sulradio.com.br.
Imagem: Jornal A Nação - 01/08/1973 - p. 2 + www.tudoradio.com

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Joaçaba: 56 anos de emancipação política - 1973

Em 25/08/1973 o Jornal de Santa Catarina publicou, sob o título "Joaçaba aniversaria fazendo planejamento", breve matéria alusiva aos 56 anos de emancipação política do município. Segue a reprodução da matéria em questão. Observará o leitor que permeiam o texto, que já contabiliza quase 40 anos desde sua publicação, conceitos ligados ao desenvolvimento regional e à preservação ambiental, que normalmente se crê serem de origem mais recente.


Joaçaba está completando hoje 56 anos de emancipação política.

     JOAÇABA, 25 - Em homenagem ao 56° aniversário de emancipação política de Joaçaba, que se comemora hoje, o Prefeito Raul Furlan enviou projeto à Câmara de Vereadores que trata da celebração de convênio com o Município de Herval d'Oeste, visando à contratação de serviços técnicos de planejamento necessários à elaboração do Plano de Desenvolvimento de Joaçaba e Herval d'Oeste. O projeto mereceu a atenção especial da Casa, sendo aprovado por unanimidade.
        O processo de desenvolvimento por que passa o município joaçabense, como também a realidade do asfalto das estradas BR-282 e BR-153, fazem com que a atual administração municipal procure novos horizontes dentro da tecnologia e, consequentemente, novos sistemas de planejamento urbano. Por sua vez, o Prefeito Raul Furlan está com sua atenção voltada para a meta de desenvolvimento regional, razão pela qual enviou o já citado projeto à Câmara Municipal de Vereadores.
     O prefeito de Joaçaba, por outro lado, afirmou que o município-escola do Serfhau* deu outra concepção à administração oferecendo conceitos justos dentro das atuais possibilidades técnicas e científicas do município. Assim, cuida o projeto agora aprovado da autorização de convênio com Herval d'Oeste em razão da identidade de problemas comuns. Diante do fato, torna-se necessário haver um trabalho racional e em conjunto, atendendo ao Plano de Desenvolvimento dos dois municípios.
     O Pro-Carta será o ponto de referência para o Plano Diretor Urbano, determinando a ocupação física das áreas urbanas e suburbanas e suas decorrências como zoneamentos de áreas industriais, comerciais, residenciais, classificação de logradouros públicos e conservação da natureza. Para esse empreendimento será feito financiamento junto ao próprio Serfhau em cerca de 80 por cento do custo total do projeto, oferecendo-se como garantias as quotas do ICM. Dois terços desse empenho serão da responsabilidade de Joaçaba.
     No entender do Prefeito Raul Furlan, o projeto representa um instrumento altamente expressivo para a região e uma demonstração clara e evidente da administração no terreno do desenvolvimento, evitando, por outro lado, qualquer exploração de ordem política.

* Serviço Federal de Habitação e Urbanismo, primeiro órgão federal voltado ao planejamento urbano, foi criado em agosto de 1964, cf. www.anpur.org.br.

Fonte e imagem: Jornal de Santa Catarina, 25/08/1973, p. 4


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Campos Novos: Almanak Laemmert - 1918 - Parte III: comércio, indústria e profissões

Encerrando a reprodução de dados referentes ao município de Campos Novos encontrados no Almanak Laemmert de 1918, seguem dados referentes à vida econômica do município. Além de fornecer informações interessantes sobre o passado do município, os nomes mencionados também podem ser úteis no contexto do estudo da genealogia das famílias campos-novenses. Como nas postagens anteriores, mantivemos o texto em sua grafia original.


Quatro pinheiros (araucárias) no município de Campos Novos - 1959

Commercio, industria e profissões

Açougues: Adolpho Bess e Amantino Luiz de Andrade.
Alfaiates: Henrique Castellano e Jacob Schmidt.
Architecto: Ricardo Varonezi.
Armarinho, fazendas, seccos e molhados, etc: Amantino Antunes de Souza, Antonio Gonçalves de
     Meira, Bernardino Gonçalves Macedo, Carmine Zaccoli, Chaves & Irmão, Francisco Athanasio,
     Francisco Blasi, Ignacio Antunes e Souza, João Alves de Deus, João Carlos Stefani, Julio Antunes de
     Souza, Leandro Thibas Herval, Luiz Giorno, Matheus A. de Souza, Pedro Godoy & Cia., Pereira &
     Irmão, Sergio Peres Perianes, Virgilio Urbano de Moraes e Zeferino Candido Bittencourt.
Barbeiros: Athanagildo Pinto de Andrade e Manoel Pereira dos Santos.
Bilhares: Casimiro Tisiani & Irmão e Julio Antunes de Souza.
Carpinteiros e marceneiros: José Trevisani, Ramon Rodrigues e Rodolpho Gardini.
Cerveja (Fabrica de): Pedro Toaldo.
Cocheiras: Alberto Tesk, Ernesto Pedroso e Luiz Balvedi.
Cortumes: Antonio Bessa, Francisco Marção e Luiz Bevedi.
Dentista: Luiz Homos.
Engenheiros: Carlos Condor, Carlos van Stael Holstein e Lauro Rupp.
Ferreiros: Bruno Basco, Luiz Menegotto e Victorio Barrat.
Funileiro: Guilherme Menegotto.
Hotel: Julio Antunes de Souza.
Licores, gazosas e xaropes (Fabricas de): Pedro Teixeira Brasil e Pedro Toaldo.
Medico: Dr. Arnaldo Boeni.
Modista: Orminda Mattos.
Olaria: Ricardo Veronesi.
Padarias: Dorothêa Tesk e Elza Weimar.
Pedreiro: Celso Veronesi.
Pensão: Ernesto Pedroso.
Pharmacias e pharmaceuticos: Dr. Antonio Boeni e Domingos Bottini.
Salsicharias: Casimiro Tisian e José Ortigari.
Sapateiros: João Palermo, João Jacques e Luiz Balvedi.
Sellarias e arreios: Antonio Bess, Francisco Marção e Luiz Balvedi.
Serraria: José de Carli.

Agricultores e lavradores

Antonio Carlos Stephanes, Antonio Reysel, Ernesto Rupp, Firmino Carlos Stephanes, Laurentino de Campos, Leonidas Rupp, Pedro Carlos Stephanes, Pedro Reysel, Polydoro G. de Campos e Valencio Fagundes.

Criadores

Ambrosio de Almeida, Candido Baptista Maciel, Cypriano Rodrigues de Almeida, Domingos Bottini, Domingos de Oliveira Lemos, F. Antunes de Souza, Francisco Alves Fagundes, Francisco Ferreira de Almeida, Francisco Ferreira da Silva, João Gonçalves, Joaquim Antunes de Souza, Justiniano Paz de Almeida, Lazaro Ferreira dos Santos, Leonel Antunes de Souza, Manoel Alves Ribas, Manoel Antunes de Souza, Messias Gonçalves, Salvador Bottini, Theophilo G. Cordeiro, Tobias Alves Fagundes e Virgilio Antunes de Souza. (Veja outros em Agricultores).

Capitalistas

Antonio Carlos Fagundes, Appolinarios Tihbes, Augusto Carlos Stephanes, Francisco Athanasio, Francisco Blasé, Francisco Cardoso França, João Carlos Stephanes e Virgilio Antunes de Souza.

Fonte: Almanak Laemmert - 74° Anno - 2° Volume - Estados - 1918 - p. 4196-7.
Imagem: Pedro Pinchas Geiger e Tibor Jablonsky - disponível em www.biblioteca.ibge.gov.br

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Campos Novos: Almanak Laemmert - 1918 - Parte II: associações, entretenimento, repartições e serviços

Dando continuidade à reprodução de dados referentes ao município de Campos Novos encontrados no Almanak Laemmert de 1918, nesta postagem apresentamos diversos aspectos ligados à vida social e à administração do município. Além de fornecer informações interessantes sobre a história do município, os nomes mencionados também podem ser úteis no contexto do estudo da genealogia das famílias campos-novenses. Da mesma forma que na postagem anterior, mantivemos propositalmente o texto em sua grafia original.


Campo com araucária no município de Campos Novos - 1959 

Associações: 
     Club Recreativo.
     Club 30 de Março.

Cemiterio: Municipal.

Estrada de ferro S. Paulo-Rio Grande:
     Estações:
          Uruguay.
          Rio do Peixe.
          Rio Capinsal.
          Herval.
          Rio Bonito.
          Rio das Pedras.
          Caçador.
          Rio das Antas.
          
Repartições e serviços federaes

Collectoria federal:
     Collector: Luiz Carlos de Oliveira.
     Fiscal: Antonio Gonçalves de Meira.
     Escrivão: Vago.

Telegrapho:
     Inspector: Oliveira Junior.    
     Encarregado de estação: Cecilio Philemon de Oliveira.
     Estafeta: João da Silva Fontes.
     Guardas: Agostinho Menel, Carlos Kunert e João Ferreira França.

Correio:
     Agente: Paulina da Silva Fontes.
     Estafetas: Abilio Gonçalves de Meira, João Gonçalves Meira e Josino da Silva Fontes.
     
Justiça federal:
     Supplente do juiz substituto seccional: Julio Antunes de Souza.
     Ajudante do procurador seccional: Vago.

Administração municipal:
     Superintendente: Juventino Thomaz Sobrinho.
     Substituto: Pedro Antunes de Godoy.

Conselho municipal:
     Presidente: Paulo Biasi.
     Vice-presidente: Sergio Peres Perianes.
     Secretario: João Alves de Deus.
     Conselheiro: Victor Felippe.
     Thesoureiro: Pedro Ivo Galotti.
     Advogado: Oscar Schaibler.
     Zelador do cemiterio: Benedicto Alves de Oliveira.
     Sub-intendentes nos districtos: Zeferino Candido de Bittencourt, Athanasio Gonçalves da Silva e
                                                   Cypriano R. de Almeida.

Administração judiciaria:
     Juiz de comarca: Vago
     Supplentes: Ernesto Bupp, Domingos de Oliveira Lemos e Sebastião Cassiano.
     Promotor: Vago.
     Adjunto: Oscar Scheibler
     Escrivão de paz: Athanagildo Pinto de Andrade.
     Tabellião: Rodolpho Mattos.
     Official de justiça: Geraldino José Gomes.

Administração policial:
    Commisario: José Joaquim de Almeida.
    Sub-commisario: Generoso Honorato de Oliveira.

Instrucção publica:
     Professores: Alzira Bastos, Etelvina de Almeida, Angelo Silveira, Leocadia Augusta de Andrade,
                         Polycarpo Gomes de Campos e Saturnino Rosa de Oliveira.
   
Collectoria estadoal:
     Collector: Manoel Gaia Netto.
     Escrivão: Genuino da Silva Fontes.

Religião: É parochiada pelos padres franciscanos com residencia em Lages.

Fonte: Almanak Laemmert - 74° Anno - 2° Volume - Estados - 1918 - p. 4196.
Imagem: Pedro Pinchas Geiger e Tibor Jablonsky - disponível em www.biblioteca.ibge.gov.br

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Campos Novos: Almanak Laemmert - 1918 - Parte I: aspectos gerais

Reproduzimos dados referentes ao município de Campos Novos encontrados no Almanak Laemmert de 1918, que fornecem interessantes informações sobre a história do município. Mantivemos propositalmente o texto em sua grafia original, por entender que isso enriquece a postagem. O texto convida à pesquisa complementar, pois muitas informações precisam ser interpretadas à luz dos conhecimentos de hoje - por exemplo, o nome atual dos povoados então existentes, alguns deles hoje provavelmente municípios autônomos. 


Fotografia panorâmica - região de Campos Novos - 1959

CAMPOS NOVOS - Comarca, municipio e villa


Municipio criado pela lei 2.923 de 30 de Março de 1881. O seu territorio foi dos que mais soffreram
     com a chamada guerra do Contestado (1914-1915).

Limites: Os municipios de Coritibanos, Lages, Palmas e o Estado do R. G. do Sul.

Districtos: Campos Novos, S. Sebastião do Herval, Senhor Bom Jesus do Fachinal, S. Francisco do
     Urubú e Rio Capinsal.

Viação: Estrada de ferro S. Paulo-R. Grande com 8 estações no municipio; estradas de cargueiros para
     os municipios limitrophes; em projecto uma estrada de rodagem para a estação do Herval.

Serras: Rio do Peixe e Canôas entre as quaes fica situado o municipio.

Rios: Uruguay, Canôas, Pelotas, Marombas, Peixe, Inferno, S. João, Santa Cruz, Leão, Herval,
     Marcos e Corredeira.

Clima: Secco e muito saudavel.

Povoados: Herval e estação do Herval, Capinsal, Rio do Peixe, Rio Uruguay e Rio das Pedras.

Nucleos coloniaes: Rio Capinsal, Rio do Peixe e Rio Uruguay.

Culturas: Milho, feijão, trigo, videira, batata e canna de assucar.

Industrias: Pastoril e da Herva-matte.

Mineraes: Carvão de pedra e crystaes.

Flóra: Abunda o pinheiro, umbuia e cedro.

Fauna: Onça, guará, jaguatirica, pequenos leões, javali, aves e peixes vulgares.

Importação: Fazendas, ferragens, seccos e molhados.     

Exportação: Gado vacuum, cavallar, muar, e suino, milho, feijão, toucinho, couros e herva-matte.

População: 20.000 habitantes

CAMPOS NOVOS. - Cidade, séde da comarca e do municipio, situado a 930 metros de altitude, com
     8 ruas e duas praças, dista de Florianopolis cerca de 40 leguas; 200 fogos e
     500 habitantes.

Fonte: Almanak Laemmert - 74° Anno - 2° Volume - Estados - 1918 - p. 4196.
Imagem: Pedro Pinchas Geiger e Tibor Jablonsky - disponível em www.biblioteca.ibge.gov.br


terça-feira, 24 de junho de 2014

Concórdia: berço da Rede de Calçados Pittol

Concórdia, berço de grandes empresas, como a Sadia e tantas outras, é também a terra natal da Rede de Calçados Pittol, que completou 50 anos de existência em 2008. A seguir, um breve histórica desta empresa, hoje presente em diversas cidades do Sul do Brasil.



     A história da Rede de Calçados Pittol começa em 1958, em Concórdia, no Oeste de Santa Catarina. O município tinha 30 mil habitantes na época. Era um tempo de poucos carros, muitos cavalos e muitas botas. Os agricultores, principalmente, precisavam delas.
     E foi em Concórdia que o casal Serafim e Hermelinda Pittol decidiu investir no comércio de calçados. Serafim comprou uma loja de madeira, ao lado da praça central, sem saber que estariam iniciando uma empresa que se tornaria um símbolo do comércio varejista do Brasil.
     A criatividade superou as primeiras dificuldades. E nos anos 60 a Pittol já era a principal loja de calçados de Concórdia. O crescimento das vendas obrigou a construção de um novo prédio para a brigar a loja.
     O espírito empreendedor do pai Serafim está no sangue dos filhos que assumiram o negócio. A partir de 1969, a empresa inicia um processo de expansão que não seria mais interrompido.
     Consolidada em Concórdia, a loja Pittol começa a se multiplicar por cidades grande e pequenas, não só em Santa Catarina, mas também no Paraná e Rio Grande do Sul. Nasce, então, uma rede de lojas e a Pittol se consolida como uma das marcas mais fortes do país no comércio de calçados. Hoje são 24 lojas espalhadas por várias cidades do sul do país.
     Em cada loja da rede são vendidos mais de cem mil pares de calçados por ano. A rede toda vende cerca de dois milhões de pares anualmente. Um crescimento impressionante que tem por trás muito trabalho, disciplina e coragem para investir.
     As lojas são bonitas, os produtos de primeira linha e em grande variedade. Para a Pittol, vender não é só atender uma necessidade de quem entra na loja. Um calçado novo envolve desejo e emoção. É preciso encantar o cliente.
     O pensamento da empresa é que para ser a primeira na cabeça, precisa ser a primeira nos pés. Por isso, investe no atendimento e satisfação das necessidades do cliente, seja em relação ao preço ou aos produtos.

Fonte - texto e imagem: http://www.pittol.com.br

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Herval d'Oeste: os primórdios da família Pittol em Santa Catarina

A primeira loja da Pittol Calçados surgiu na cidade de Concórdia. No entanto, a semente do negócio da família que deu origem à Pittol Calçados foi plantada em Herval d'Oeste. Com seu nome consolidado em diversos municípios do Sul do Brasil, no dia 02/05/2014 aconteceu a inauguração da terceira loja da Pittol Calçados em Blumenau. Para anunciar o evento, a empresa fez circular no Jornal de Santa Catarina um pequeno encarte-catálogo intitulado "Sua vida faz a nossa história". Reproduzimos abaixo o breve histórico da empresa que o mesmo contém.



SUA VIDA FAZ A NOSSA HISTÓRIA


     Nos anos 20, a Família Pittol chegou em Santa Catarina com os três irmãos sapateiros, Horácio, Bonifácio e Serafim, que criaram a fábrica Pittol em Herval d'Oeste. 
     Em 1958 o irmão Serafim se mudou para Concórdia e comprou uma pequena loja que se tornaria símbolo do comércio varejista no Brasil.
     Já com experiência, em 1969, a empresa decide iniciar um processo de expansão multiplicando as lojas em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Um crescimento impressionante que tem por detrás muita disciplina e coragem para investir, e que faz da Pittol Calçados uma referência para o país.
     A Pittol vem contando sua história junto com a de Blumenau. Há 18 anos inaugurou sua primeira loja, e no final do ano passado sua segunda loja. Agora mais uma vez, acreditando no potencial da cidade, inaugura uma mega loja bem no centro de Blumenau, sempre pensando em fazer história junto com você.

Fonte - imagem e texto: encarte-catálogo Pittol Calçados: "Sua vida faz a nossa história".