quinta-feira, 17 de abril de 2014

Piratuba: "SC Abraça - as cidades mais acolhedoras de Santa Catarina"

Piratuba figura com uma taxa de 14,11% de incremento populacional por imigração no estudo feito pelo IBGE junto aos municípios do oeste e da serra catarinenses no período 2000 a 2010. Ao tratar do tema, o Jornal de Santa Catarina publicou, em meados de 2012, o seguinte texto de Adélio Spanholi. O autor, prefeito de Piratuba e natural de Barracão (RS), confessa-se apaixonado pela cidade onde mora e que administra.


 

     "Uma cidade é representada pelas pessoas que moram nela. E Piratuba tem sempre um sorriso aberto para receber as pessoas. Inclusive eu, que jamais imaginava ser prefeito quando vim morar aqui, há 22 anos. A mudança do Rio Grande do Sul não estava nos meus planos, até que fui chamado para uma vaga de extensionista rural da Epagri. Escolhi Piratuba porque era a cidade mais próxima da minha terra natal, que é Barracão (RS).
     Admito que assumi o posto com a expectativa de voltar a trabalhar nos pampas, assim que surgisse uma oportunidade. Minha mulher compartilhava essa mesma vontade. Só que a ideia foi embora aos poucos, assim que chegamos à cidade - dois meses depois, já recusei uma proposta de retorno, mesmo com salário mais compensador. Parece que foi um encantamento à primeira vista com esta terra. Chamou-nos a atenção tanto as belezas naturais quanto a alegria dos moradores.
     Aos poucos eu, que nunca tinha sido político, me sentia incentivado pelas pessoas. Fui eleito prefeito pela primeira vez em 2004, hoje estou no segundo mandato e me sinto parte de Piratuba. Nesse tempo, minha mulher também mudou completamente de opinião e adora essa terra. Temos duas filhas encantadas pelo povo e pelas belezas piratubenses. Acho que a nossa família não conseguiria ir embora daqui."

Fonte: Jornal de Santa Catarina - Encarte SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina - 1º Caderno: Oeste e Serra - 24/06/2012.

Texto: Adélio Spanholi
Reportagem: Daisy Trombetta, Darci Debona e Pablo Gomes.
Produção: Roberta Kremer e Mariju de Lima
Edição: André Lückmann
Diagramação: Fabiano Peres
Imagem: Reprodução

terça-feira, 8 de abril de 2014

Concórdia: "SC Abraça: as cidades mais acolhedoras de Santa Catarina"

Concórdia é outra importante cidade do oeste catarinense que se destacou no estudo realizado pelo IBGE entre 2000 e 2010 sobre o acréscimo populacional através da imigração, com uma taxa de incremento de 19,26%. Segue reprodução do texto publicado no Jornal de Santa Catarina.


 

Ex-ministro Furlan mantém laços com sua cidade natal

     Um dos concordenses mais ilustres é o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Governo Lula, Luiz Fernando Furlan. Neto do fundador da Sadia, hoje unificada na gigante alimentícia Brasil Foods, hoje é conselheiro da espanhola Telefónica, que atua no Brasil pela Vivo.
     Furlan conversou com a reportagem, por telefone, sobre as qualidades da sua cidade natal, onde ainda mantém laços:
     - Eu nasci em Concórdia, ainda existe a casa dos meus avós, é uma cidade que me traz boas lembranças. Sempre é prazeroso visitá-la, relembro meus tempos de juventude. A gente vê os efeitos da prosperidade nas pessoas. Nossa realidade do Oeste de Santa Catarina é muito boa. Tem seus problemas, mas é muito melhor do que outras regiões do país. O dia em que o Brasil for parecido com Concórdia será um país mais equilibrado, adiantado e justo - afirmou.
     Attilio Fontana, seu avô, teve participação efetiva no desenvolvimento da cidade a partir da fundação da Sadia. De acordo com as palavras de Furlan, Attilio era um "visionário".
     - Ele sempre buscou a tecnologia. Seu tripé era "o homem, a terra e a técnica". Juntou isso e transformou uma pequena empresa numa líder nacional - disse.
     Projetando o futuro, Furlan comparou Concórdia com as cidades europeias.
     - Imagino o asfalto chegando até o interior; espero que o aumento da qualidade de vida das pessoas reflita em mais produtividade e em mais produtos de valor agregado - completou.

Fonte: Jornal de Santa Catarina - Encarte SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina - 1º Caderno: Oeste e Serra - 24/06/2012.

Reportagem: Daisy Trombetta, Darci Debona e Pablo Gomes.
Produção: Roberta Kremer e Mariju de Lima
Edição: André Lückmann
Diagramação: Fabiano Peres
Imagem: Sirli Freitas

segunda-feira, 31 de março de 2014

Zortéa: "SC Abraça: as cidades mais acolhedoras de Santa Catarina"

De acordo com os critérios da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), o município de Zortéa pertence à Serra Catarinense. Contudo, por sua proximidade com o Meio-Oeste, não poderia deixar de ser citado no contexto das cidades mais acolhedoras de Santa Catarina, segundo estudo realizado pelo IBGE entre os anos de 2000 e 2010. Com um acréscimo de 19,40% em seu número de imigrantes naquele período, figura como a cidade mais acolhedora da Serra. A matéria sobre o município, publicada no Jornal de Santa Catarina em 2012, é reproduzida abaixo.


 

     Foi em busca de tranquilidade e de segurança que a professora Elisangela Martinelli Terra dos Santos resolveu morar em Zortéa, há quatro anos. Ela faz parte de uma massa de migrantes: ao todo, 19,4% da população do município veio de outro estado - o equivalente a uma em cada cinco pessoas. Quando se considera os que nasceram em outros municípios, inclusive catarinenses, o percentual salta para 54,4% - mais da metade.
     Situada na divisa com o Rio Grande do Sul, a influência gaúcha pode ser facilmente medida na cidade serrana. Com apenas 3 mil habitantes, tem três Centros de Tradições Gaúchas (CTG), cujos rodeios movimentam a cidade várias vezes por ano. Por outro lado, atrativos naturais reforçam o turismo: há fartura de quedas d'água, principalmente nos rios Agudo e Taimbé. A maior delas, Salto Taimbé, tem 80 metros de altura.
     Na avaliação da professora Elisangela, a pequena cidade é o lugar ideal para viver e criar os filhos que o casal planeja ter.
     - Há vários municípios maiores aqui perto, que facilitam o acesso profissional e também de conhecimento. Zortéa é bem desenvolvida e um ótimo local para morar - afirmou.

Fonte: Jornal de Santa Catarina - Encarte SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina - 1º Caderno: Oeste e Serra - 24/06/2012.

Reportagem: Daisy Trombetta, Darci Debona e Pablo Gomes.
Produção: Roberta Kremer e Mariju de Lima
Edição: André Lückmann
Diagramação: Fabiano Peres
Imagem: Daisy Trombetta

segunda-feira, 24 de março de 2014

Itá: "SC Abraça: as cidades mais acolhedoras de Santa Catarina"

Também Itá aparece na lista das cidades mais acolhedoras de SC. No período 2000-2010, teve um acréscimo de 24,58% no número de imigrantes que a procuraram para viver, segundo estudo realizado pelo IBGE. Segue reprodução de texto publicado sobre o assunto no Jornal de Santa Catarina em meados de 2012.


     Cidade planejada após a inundação da hidrelétrica atrai visitantes para suas águas calmas. 


     A construção da Usina Hidrelétrica de Itá, inaugurada em 2000, foi um dos principais fatores que tornam a cidade uma das mais atraentes do Oeste. Entre os residentes radicados em Itá está Elizabete Fontana, natural de Rio dos Índios (RS). Seu marido, o engenheiro florestal Jusselei Perin, foi trabalhar nos programas de educação ambiental da hidrelétrica, e até hoje é funcionário do Consórcio Itá.
     Formada no ramo, Elizabete empreendeu em sociedade uma farmácia em Itá, negócio que foi vitaminado pela força turística: cerca de 25% da clientela é formada por turistas, volume que chega a 50% no verão. O centro das atenções dos visitantes é o lago da hidrelétrica, que permitiu a exploração de passeios de barco e jet ski, além de parque aquático e outros investimentos em hotéis e pousadas.
     Elizabete e Jusselei aprovaram a hospitalidade da população, sem contar a infraestrutura - como a cidade foi reconstruída em função da usina, as casas são novas e as ruas são planejadas e arborizadas.
     Com tantos fatores positivos, Elizabete e Jusselei escolheram Itá para morar e criar o filho Rômulo, que está com quatro anos e nasceu itaense legítimo. E os pais já se consideram integrados à sociedade local.
     - É uma cidade de fato muito acolhedora, nossa casa é aqui - concluiu Elizabete.

Fonte: Jornal de Santa Catarina - Encarte SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina - 1º Caderno: Oeste e Serra - 24/06/2012.

Reportagem: Daisy Trombetta, Darci Debona e Pablo Gomes.
Produção: Roberta Kremer e Mariju de Lima
Edição: André Lückmann
Diagramação: Fabiano Peres
Imagem: Sirli Freitas

segunda-feira, 17 de março de 2014

Chapecó: Cidade de muitos sotaques - "SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina"

Chapecó também se destacou na lista das cidade mais acolhedoras de Santa Catarina, segundo pesquisa realizada pelo IBGE entre 2000 e 2010. Teve um crescimento de 28,85% no número de imigrantes que a escolheram como sua nova casa. Segue a reprodução do texto sobre o tema publicado no Jornal de Santa Catarina em 2012.


A artista plástica Marlowa Pompermayer Marin produziu uma obra exclusiva para expressar o seu olhar sobre Chapecó. Natural de Caçador, formada em Desenho Artístico pelo Instituto de Desenho do Paraná, em Curitiba, foi adotada por Chapecó em 1991. É de autoria dela o depoimento que segue.


     "Há 20 anos aqui chegamos. Recordo que amigos manifestavam, desde aquele tempo, que aqui chegava muita gente de fora. Hoje penso em meu círculo de conhecidos e vejo como há pessoas que não nasceram aqui: umas com sotaque paulista, outras bem gaúchas, até um amigo querido que chamamos carinhosamente de "carioca chapecoense" - sim, ele nasceu e viveu no Rio de Janeiro, mas adora Chapecó. A maioria destes amigos, assim como eu e meu marido, escolheu esta querida cidade para viver e teve os filhos nascidos aqui. É uma alegria e honra poder acompanhar o crescimento de uma cidade na qual aprendemos, na íntegra, o que é um povo acolhedor. Fomos muito bem recebidos e abraçados. "Gracias, Chapecó!" é o título da música que uma querida amiga compôs. Ela e seu marido vieram de Buenos Aires e, assim como nós, foram muito bem recebidos. Como é bom ser feliz aqui em Chapecó!"

Fonte: Jornal de Santa Catarina - Encarte SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina - 1º Caderno: Oeste e Serra - 24/06/2012.

Reportagem: Daisy Trombetta, Darci Debona e Pablo Gomes.
Produção: Roberta Kremer e Mariju de Lima
Edição: André Lückmann
Diagramação: Fabiano Peres
Imagem: Reprodução Sirli Freitas

quinta-feira, 13 de março de 2014

Paraíso: "SC Abraça: as cidades mais acolhedoras de Santa Catarina"

Paraíso, com um acréscimo de 34,90% no número de imigrantes recebidos entre 2000 e 2010, segundo estudo do IBGE, ficou em 3°. lugar no ranking das cidades do Oeste que mais receberam imigrantes naquele período. Segue a matéria publicada em encarte do Jornal de Santa Catarina em 24/06/2012, no contexto do estudo em questão.



     Tem gente que não sabe, mas o Paraíso fica em Santa Catarina. Basta seguir a BR-282 em sentido Oeste, passar por Joaçaba e Chapecó, e seguir até a região de São Miguel do Oeste. A partir de lá, seguindo pelas placas, uma estrada de 29 quilômetros cortada por quatro pontes vai levar ao pequeno povoado de Paraíso. Onde não há construções com mais de dois andares, a maioria das casas não tem grade no terreno, calçados podem ser deixados na rua. Ainda é possível colher bergamotas nos quintais, e também se pode caminhar tranquilamente sem o risco de ser atropelado.
     - Se for pensar no lado da tranquilidade, aqui é mesmo o paraíso - afirmou o médico Márcio Gonzalhes, que escolheu a cidade para fixar moradia com a esposa.
     Mesmo com ela trabalhando em Mondaí, a 70 quilômetros, e ele também trabalhando em São Miguel do Oeste, a quase 30 quilômetros, eles optaram pelo povoado. A exemplo de 34%* dos 4.080 moradores de Paraíso, Gonzalhes veio de outro estado. Ele é natural de Pelotas (RS), estudou em Porto Alegre e há seis anos está trabalhando em Santa Catarina.
     Gonzalhes enumera as vantagens da cidade onde mora. Ele diz que a convivência com os vizinhos é uma das melhores que já teve, como se fossem todos da mesma família.
     - Aqui não tem roubo e a saúde é uma das melhores - disse o profissional da área.
     Além da hospitalidade da população, ele quase não vê violência. Em dois anos como médico, só atendeu dois casos de briga e não lembra de nenhum homicídio.
     - É um povo que não é violento, formado por pessoas humildes - avaliou.

* É preciso verificar se esta proporção está correta, pois o estudo parece indicar a taxa de aumento de imigrantes da localidade, o que é diferente da taxa de aumento da população total.

Fonte: Jornal de Santa Catarina - Encarte SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina - 1º Caderno: Oeste e Serra - 24/06/2012.

Reportagem: Daisy Trombetta, Darci Debona e Pablo Gomes.
Produção: Roberta Kremer e Mariju de Lima
Edição: André Lückmann
Diagramação: Fabiano Peres
Imagem: Sirli Freitas

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Tigrinhos: "SC Abraça: as cidades mais acolhedoras de Santa Catarina"

Tigrinhos foi a segunda cidade da Região Oeste que mais recebeu imigrantes entre os anos 2000 e 2010, segundo estudo feito no período pelo IBGE. O acréscimo foi de 35,13%. Segue reprodução do texto com memórias de Olívio Baczinski, ele mesmo um imigrante de Tigrinhos, publicado no encarte do Jornal de Santa Catarina em 24/06/2012.


Olívio Baczinski tem 76 anos de idade e registrou em cartório boa parte dos nativos de Tigrinhos.

     "Nasci em Erechim, no Rio Grande do Sul, e vim para Santa Catarina há 52 anos. Há 47 me instalei onde hoje é o município de Tigrinhos, para montar o primeiro cartório da cidade. Na época, tinham umas 150 casas aqui; hoje passam de 400. No início, 90% do movimento do município era agricultura, só mais tarde vieram os aviários. Como tinha pouca gente e o pessoal era muito pobre, o cartório não dava muito dinheiro. E e minha esposa Rita complementávamos a renda criando uns porquinhos e vacas de leite.
     Tinha muita gente aqui sem registro. Traziam quatro ou cinco por vez para registrar. Tinha gente de idade que não era registrado. Muitos a gente fazia gratuitamente. Registrei boa parte dos nascimentos, casamentos e óbitos de Tigrinhos.
     Fui o primeiro prefeito da cidade, entre 1997 e 2000. Naquela época, a receita era pouca e não conseguíamos muita coisa em Brasília. Compramos a primeira caneta, alugamos o primeiro prédio e colocamos água potável em 70% das casas. A emancipação foi muito boa para Tigrinhos. Hoje é um lugar muito bom. Tem saúde e educação, e não existe ladrão.
     Não temos indústria mas muita gente mora aqui e vai trabalhar em Maravilha, de lotação. Há cinco ou seus anos chegou o asfalto que facilitou o deslocamento.
     Criei meus quatro filhos aqui e um deles assumiu o cartório. Gostamos de Tigrinhos. Só não está melhor porque a saúde vai minguando. Mas a cidade aqui é muito boa de morar."


Fonte: Jornal de Santa Catarina - Encarte SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina - 1º Caderno: Oeste e Serra - 24/06/2012.

Texto: Olivio Baczinski
Reportagem: Daisy Trombetta, Darci Debona e Pablo Gomes.
Produção: Roberta Kremer e Mariju de Lima
Edição: André Lückmann
Diagramação: Fabiano Peres
Imagem: Sirli Freitas