segunda-feira, 31 de março de 2014

Zortéa: "SC Abraça: as cidades mais acolhedoras de Santa Catarina"

De acordo com os critérios da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), o município de Zortéa pertence à Serra Catarinense. Contudo, por sua proximidade com o Meio-Oeste, não poderia deixar de ser citado no contexto das cidades mais acolhedoras de Santa Catarina, segundo estudo realizado pelo IBGE entre os anos de 2000 e 2010. Com um acréscimo de 19,40% em seu número de imigrantes naquele período, figura como a cidade mais acolhedora da Serra. A matéria sobre o município, publicada no Jornal de Santa Catarina em 2012, é reproduzida abaixo.


 

     Foi em busca de tranquilidade e de segurança que a professora Elisangela Martinelli Terra dos Santos resolveu morar em Zortéa, há quatro anos. Ela faz parte de uma massa de migrantes: ao todo, 19,4% da população do município veio de outro estado - o equivalente a uma em cada cinco pessoas. Quando se considera os que nasceram em outros municípios, inclusive catarinenses, o percentual salta para 54,4% - mais da metade.
     Situada na divisa com o Rio Grande do Sul, a influência gaúcha pode ser facilmente medida na cidade serrana. Com apenas 3 mil habitantes, tem três Centros de Tradições Gaúchas (CTG), cujos rodeios movimentam a cidade várias vezes por ano. Por outro lado, atrativos naturais reforçam o turismo: há fartura de quedas d'água, principalmente nos rios Agudo e Taimbé. A maior delas, Salto Taimbé, tem 80 metros de altura.
     Na avaliação da professora Elisangela, a pequena cidade é o lugar ideal para viver e criar os filhos que o casal planeja ter.
     - Há vários municípios maiores aqui perto, que facilitam o acesso profissional e também de conhecimento. Zortéa é bem desenvolvida e um ótimo local para morar - afirmou.

Fonte: Jornal de Santa Catarina - Encarte SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina - 1º Caderno: Oeste e Serra - 24/06/2012.

Reportagem: Daisy Trombetta, Darci Debona e Pablo Gomes.
Produção: Roberta Kremer e Mariju de Lima
Edição: André Lückmann
Diagramação: Fabiano Peres
Imagem: Daisy Trombetta

segunda-feira, 24 de março de 2014

Itá: "SC Abraça: as cidades mais acolhedoras de Santa Catarina"

Também Itá aparece na lista das cidades mais acolhedoras de SC. No período 2000-2010, teve um acréscimo de 24,58% no número de imigrantes que a procuraram para viver, segundo estudo realizado pelo IBGE. Segue reprodução de texto publicado sobre o assunto no Jornal de Santa Catarina em meados de 2012.


     Cidade planejada após a inundação da hidrelétrica atrai visitantes para suas águas calmas. 


     A construção da Usina Hidrelétrica de Itá, inaugurada em 2000, foi um dos principais fatores que tornam a cidade uma das mais atraentes do Oeste. Entre os residentes radicados em Itá está Elizabete Fontana, natural de Rio dos Índios (RS). Seu marido, o engenheiro florestal Jusselei Perin, foi trabalhar nos programas de educação ambiental da hidrelétrica, e até hoje é funcionário do Consórcio Itá.
     Formada no ramo, Elizabete empreendeu em sociedade uma farmácia em Itá, negócio que foi vitaminado pela força turística: cerca de 25% da clientela é formada por turistas, volume que chega a 50% no verão. O centro das atenções dos visitantes é o lago da hidrelétrica, que permitiu a exploração de passeios de barco e jet ski, além de parque aquático e outros investimentos em hotéis e pousadas.
     Elizabete e Jusselei aprovaram a hospitalidade da população, sem contar a infraestrutura - como a cidade foi reconstruída em função da usina, as casas são novas e as ruas são planejadas e arborizadas.
     Com tantos fatores positivos, Elizabete e Jusselei escolheram Itá para morar e criar o filho Rômulo, que está com quatro anos e nasceu itaense legítimo. E os pais já se consideram integrados à sociedade local.
     - É uma cidade de fato muito acolhedora, nossa casa é aqui - concluiu Elizabete.

Fonte: Jornal de Santa Catarina - Encarte SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina - 1º Caderno: Oeste e Serra - 24/06/2012.

Reportagem: Daisy Trombetta, Darci Debona e Pablo Gomes.
Produção: Roberta Kremer e Mariju de Lima
Edição: André Lückmann
Diagramação: Fabiano Peres
Imagem: Sirli Freitas

segunda-feira, 17 de março de 2014

Chapecó: Cidade de muitos sotaques - "SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina"

Chapecó também se destacou na lista das cidade mais acolhedoras de Santa Catarina, segundo pesquisa realizada pelo IBGE entre 2000 e 2010. Teve um crescimento de 28,85% no número de imigrantes que a escolheram como sua nova casa. Segue a reprodução do texto sobre o tema publicado no Jornal de Santa Catarina em 2012.


A artista plástica Marlowa Pompermayer Marin produziu uma obra exclusiva para expressar o seu olhar sobre Chapecó. Natural de Caçador, formada em Desenho Artístico pelo Instituto de Desenho do Paraná, em Curitiba, foi adotada por Chapecó em 1991. É de autoria dela o depoimento que segue.


     "Há 20 anos aqui chegamos. Recordo que amigos manifestavam, desde aquele tempo, que aqui chegava muita gente de fora. Hoje penso em meu círculo de conhecidos e vejo como há pessoas que não nasceram aqui: umas com sotaque paulista, outras bem gaúchas, até um amigo querido que chamamos carinhosamente de "carioca chapecoense" - sim, ele nasceu e viveu no Rio de Janeiro, mas adora Chapecó. A maioria destes amigos, assim como eu e meu marido, escolheu esta querida cidade para viver e teve os filhos nascidos aqui. É uma alegria e honra poder acompanhar o crescimento de uma cidade na qual aprendemos, na íntegra, o que é um povo acolhedor. Fomos muito bem recebidos e abraçados. "Gracias, Chapecó!" é o título da música que uma querida amiga compôs. Ela e seu marido vieram de Buenos Aires e, assim como nós, foram muito bem recebidos. Como é bom ser feliz aqui em Chapecó!"

Fonte: Jornal de Santa Catarina - Encarte SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina - 1º Caderno: Oeste e Serra - 24/06/2012.

Reportagem: Daisy Trombetta, Darci Debona e Pablo Gomes.
Produção: Roberta Kremer e Mariju de Lima
Edição: André Lückmann
Diagramação: Fabiano Peres
Imagem: Reprodução Sirli Freitas

quinta-feira, 13 de março de 2014

Paraíso: "SC Abraça: as cidades mais acolhedoras de Santa Catarina"

Paraíso, com um acréscimo de 34,90% no número de imigrantes recebidos entre 2000 e 2010, segundo estudo do IBGE, ficou em 3°. lugar no ranking das cidades do Oeste que mais receberam imigrantes naquele período. Segue a matéria publicada em encarte do Jornal de Santa Catarina em 24/06/2012, no contexto do estudo em questão.



     Tem gente que não sabe, mas o Paraíso fica em Santa Catarina. Basta seguir a BR-282 em sentido Oeste, passar por Joaçaba e Chapecó, e seguir até a região de São Miguel do Oeste. A partir de lá, seguindo pelas placas, uma estrada de 29 quilômetros cortada por quatro pontes vai levar ao pequeno povoado de Paraíso. Onde não há construções com mais de dois andares, a maioria das casas não tem grade no terreno, calçados podem ser deixados na rua. Ainda é possível colher bergamotas nos quintais, e também se pode caminhar tranquilamente sem o risco de ser atropelado.
     - Se for pensar no lado da tranquilidade, aqui é mesmo o paraíso - afirmou o médico Márcio Gonzalhes, que escolheu a cidade para fixar moradia com a esposa.
     Mesmo com ela trabalhando em Mondaí, a 70 quilômetros, e ele também trabalhando em São Miguel do Oeste, a quase 30 quilômetros, eles optaram pelo povoado. A exemplo de 34%* dos 4.080 moradores de Paraíso, Gonzalhes veio de outro estado. Ele é natural de Pelotas (RS), estudou em Porto Alegre e há seis anos está trabalhando em Santa Catarina.
     Gonzalhes enumera as vantagens da cidade onde mora. Ele diz que a convivência com os vizinhos é uma das melhores que já teve, como se fossem todos da mesma família.
     - Aqui não tem roubo e a saúde é uma das melhores - disse o profissional da área.
     Além da hospitalidade da população, ele quase não vê violência. Em dois anos como médico, só atendeu dois casos de briga e não lembra de nenhum homicídio.
     - É um povo que não é violento, formado por pessoas humildes - avaliou.

* É preciso verificar se esta proporção está correta, pois o estudo parece indicar a taxa de aumento de imigrantes da localidade, o que é diferente da taxa de aumento da população total.

Fonte: Jornal de Santa Catarina - Encarte SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina - 1º Caderno: Oeste e Serra - 24/06/2012.

Reportagem: Daisy Trombetta, Darci Debona e Pablo Gomes.
Produção: Roberta Kremer e Mariju de Lima
Edição: André Lückmann
Diagramação: Fabiano Peres
Imagem: Sirli Freitas

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Tigrinhos: "SC Abraça: as cidades mais acolhedoras de Santa Catarina"

Tigrinhos foi a segunda cidade da Região Oeste que mais recebeu imigrantes entre os anos 2000 e 2010, segundo estudo feito no período pelo IBGE. O acréscimo foi de 35,13%. Segue reprodução do texto com memórias de Olívio Baczinski, ele mesmo um imigrante de Tigrinhos, publicado no encarte do Jornal de Santa Catarina em 24/06/2012.


Olívio Baczinski tem 76 anos de idade e registrou em cartório boa parte dos nativos de Tigrinhos.

     "Nasci em Erechim, no Rio Grande do Sul, e vim para Santa Catarina há 52 anos. Há 47 me instalei onde hoje é o município de Tigrinhos, para montar o primeiro cartório da cidade. Na época, tinham umas 150 casas aqui; hoje passam de 400. No início, 90% do movimento do município era agricultura, só mais tarde vieram os aviários. Como tinha pouca gente e o pessoal era muito pobre, o cartório não dava muito dinheiro. E e minha esposa Rita complementávamos a renda criando uns porquinhos e vacas de leite.
     Tinha muita gente aqui sem registro. Traziam quatro ou cinco por vez para registrar. Tinha gente de idade que não era registrado. Muitos a gente fazia gratuitamente. Registrei boa parte dos nascimentos, casamentos e óbitos de Tigrinhos.
     Fui o primeiro prefeito da cidade, entre 1997 e 2000. Naquela época, a receita era pouca e não conseguíamos muita coisa em Brasília. Compramos a primeira caneta, alugamos o primeiro prédio e colocamos água potável em 70% das casas. A emancipação foi muito boa para Tigrinhos. Hoje é um lugar muito bom. Tem saúde e educação, e não existe ladrão.
     Não temos indústria mas muita gente mora aqui e vai trabalhar em Maravilha, de lotação. Há cinco ou seus anos chegou o asfalto que facilitou o deslocamento.
     Criei meus quatro filhos aqui e um deles assumiu o cartório. Gostamos de Tigrinhos. Só não está melhor porque a saúde vai minguando. Mas a cidade aqui é muito boa de morar."


Fonte: Jornal de Santa Catarina - Encarte SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina - 1º Caderno: Oeste e Serra - 24/06/2012.

Texto: Olivio Baczinski
Reportagem: Daisy Trombetta, Darci Debona e Pablo Gomes.
Produção: Roberta Kremer e Mariju de Lima
Edição: André Lückmann
Diagramação: Fabiano Peres
Imagem: Sirli Freitas

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Dionísio Cerqueira: Uma cidade que vale por três - "SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina"

De todas as cidades do Oeste Catarinense, Dionísio Cerqueira foi a que, entre os anos de 2000 e 2010, mais viu crescer o seu contingente de imigrantes, com um acréscimo de 36,64%.  Por isso, é considerada a cidade mais receptiva do Oeste. A seguir, o exemplo de um imigrantes radicado na cidade há algumas décadas.


Munido da capa social abaia e do gorro islâmico tarbuchi, Issa Mizher agrega sabores à já cosmopolita cidade.

     A Guerra dos Seis Dias, em que Israel expandiu seu território na Palestina, em 1967, foi o estopim para a família de Issa Mizher migrar para o Brasil. Mizher chegou em território brasileiro em 1969, com 13 anos, na cidade de Dois Vizinhos (PR). Em 1983, mudou-se junto com a família de seu sogro para Dionísio Cerqueira, e hoje mantém confraternizações regulares com outras 10 famílias palestinas e libanesas.
     - Gostei do clima, da sociedade e do lugar - diz, sobre a cidade que chama de "trifronteira", ao reunir os municípios de Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, e Barracão, no Paraná, além de Bernardo de Irigoyen, na Argentina. Há mais de 40 anos na localidade, Mizher diz que as três cidades funcionam como se fossem uma só.
     - Muitas vezes a gente não sabe se está em Dionísio Cerqueira ou Barracão e, para chegar na Argentina, é só atravessar uma rua - explicou.
     No dia a dia, trabalha na sua loja de material esportivo em Dionísio Cerqueira, mas frequentemente está almoçando em Barracão ou fazendo compras na Argentina.
     Além de se dedicar à loja, Mizher se mostra um cozinheiro de mão cheia, atividade pela qual se mantém firme nas raízes palestinas. Entre os agrados que faz para os visitantes estão bolo com mel e nozes, e café com cártamo. Outros clássicos da comida árabe que ele prepara são esfirra e charutos de couve.

Fonte: Jornal de Santa Catarina - Encarte SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina - 1º Caderno: Oeste e Serra - 24/06/2012.

Reportagem: Daisy Trombetta, Darci Debona e Pablo Gomes.
Produção: Roberta Kremer e Mariju de Lima
Edição: André Lückmann
Diagramação: Fabiano Peres
Imagem: Sirli Freitas

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Região Oeste: "SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina"

"Santa Catarina é, de fato,  o Estado mais acolhedor do Brasil", revela um interessante estudo do IBGE, realizado entre os anos de 2000 e 2010. Em meados de 2012 foram encartados nos jornais do Grupo RBS em SC, cinco cadernos intitulados "SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina". O interessante material demonstra quais cidades catarinenses receberam o maior número de imigrantes. O primeiro destes cadernos, que abordou a Região Oeste e Serra, foi publicado no Jornal de Santa Catarina em 24/06/2012.



     "Santa Catarina é, de fato, o Estado mais acolhedor do Brasil. Essa conclusão tem base no Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cujo recorte de 2000 a 2010 mostra que é o território que mais recebe imigrantes. No período, Santa Catarina apontou salto de 59,1% de pessoas radicadas na sua população, caracterizando-o como como o lugar que mais acolhe moradores de fora das divisas e fronteiras.
     Para nós, isso revela em números concretos o prazer em ser, fazer e pertencer a esse Estado. Afinal, é no solo catarinense que 174 mil pessoas de outros países ou outros Estados escolheram morar nos últimos anos.
     Esta coleção de cinco cadernos traz uma pequena amostra dos personagens e das peculiaridades dos municípios que são os mais receptivos do Brasil."


     A relação a seguir, elaborada com base nos dados apurados pelo IBGE, mostra o percentual de imigrantes que acudiu a cada município da Região Oeste e Serra:


Considerados apenas os municípios que tiveram um incremento igual ou superior a 30% no número de imigrantes, observamos que 100% deles estão na Região Oeste. É interessante observar que Zortéa, tão próxima à Região Oeste, foi a cidade da Serra que mais obteve aumento no número de imigrantes: 19,40%. Do quadro acima extraímos o seguinte ranking, considerando somente municípios com crescimento igual ou superior a 30% no número de imigrantes:

Dionísio Cerqueira: 36,64
Tigrinhos: 35,13
Paraíso: 34,90
Guarujá do Sul: 33,95
Flor do Sertão: 33,08
São Miguel da Boa Vista: 32,83
Princesa: 32,55
Santa Helena: 32,25
Bandeirante: 31,89
Barra Bonita: 31,82
Bom Jesus do Oeste: 31,50
Romelândia: 30,85
Belmonte: 30,39
São José do Cedro: 30,24

Paulatinamente postaremos informações referentes a alguns dos municípios abordados no caderno citado.

Fonte: Jornal de Santa Catarina - Encarte SC Abraça - As cidades mais acolhedoras de Santa Catarina - 1º Caderno: Oeste e Serra - 24/06/2012.

Reportagem: Daisy Trombetta, Darci Debona e Pablo Gomes.
Produção: Roberta Kremer e Mariju de Lima
Edição: André Lückmann
Diagramação: Fabiano Peres