quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Mafra, Concórdia, SMO e Chapecó: Bons mercados para franquias - jan 2018


Concórdia: vista parcial noturna


     Com menos opções de varejo do que as grandes cidades, os municípios catarinenses pequenos e médios têm tido maior potencial de crescimento comercial. É o que mostra o último relatório da Associação Brasileira de Franchising (ABF) sobre o aumento no número de unidades e redes de franquias em Santa Catarina entre 2016 e o primeiro semestre de 2017. Os maiores percentuais são de Mafra (31%), Concórdia (23%) e Itapema (18%). Florianópolis aparece no 11º lugar, com 10% de incremento, e Joinville, a mais populosa, no 19º, com 6%.
     É evidente que essas cidades menores partem de bases mais depreciadas, o que torna qualquer variação bastante expressiva. Ainda assim, dadas as populações, são aumentos consideráveis. Em termos absolutos, chama a atenção Balneário Camboriú, que tinha 199 unidades em 2016 e passou a 232 nos primeiros seis meses do ano passado.
     De acordo com a diretora da regional Sul da ABF, Fabiana Estrela, a interiorização do setor é um fenômeno nacional:
     - Tem um movimento das pessoas indo para o interior, principalmente pela qualidade de vida. Quem pode não sai (do interior), e quem saiu está voltando. Só que hoje, no mundo globalizado, as pessoas querem ter acesso a marcas que estão fora do interior. E quem quer ser empresário também pensa a mesma coisa: eu vou para o interior, mas quero me desafiar, quero abrir um negócio. A franquia acaba sendo uma opção.
     O empresário Brayan Carvalho entrou para a estatística da interiorização em maio de 2017 ao abrir uma franquia da Igui, especializada em piscinas, em Criciúma - nono lugar no ranking da ABF. A escolha da cidade, diz, foi precedida por uma pesquisa do potencial da região. O franqueado afirma que em 2018 o objetivo é abrir uma nova loja, desta vez em Içara.
     - Nas regiões mais afastadas, as pessoas estão mais carentes de oferta de serviço de qualidade e de algumas marcas - avalia Carvalho.
     A ida dos negócios para o interior, contudo, pode demandar algumas adaptações, conforme explica a representante da ABF, que vão além do tamanho.
     - Temos redes que fazem uma junção de várias marcas em uma loja, por exemplo. Então, vão se adequando os modelos de negócios, o mix de produtos e os canais de venda para essas cidades menores.


     Na visão de Fabiana, Santa Catarina, como um todo, tem sido uma boa opção para quem quer expandir negócios. No Sul, segundo a representante da associação, é o Estado com melhor situação econômica e maior potencial. No terceiro trimestre de 2017, SC registrou um crescimento de 21% em redes e um faturamento de R$ 1,5 bilhão, 6,3% a mais do que no mesmo período de 2016. Entre os setores que mais atuam em cidades catarinenses estão alimentação (27,1%), saúde, beleza e bem estar (20%) e serviços educacionais (13,4%).
     O setor de franquias, que continuou crescendo durante a crise, embora menos, deve seguir com bons níveis de incremento em 2018. A projeção para este ano é de aumento entre 7% e 10% no faturamento em relação a 2017.

Fonte: Jornal de Santa Catarina - Economia - 10/01/2018 - p. 10
Texto: Larissa Linder - larissa.linder@somosnsc.com.br
Imagem: Genésio Gasperini - Disponível em www.skyscrapercity.com 

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